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Ano-Novo do Rio gerou mais lixo por pessoa entre maiores do mundo

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Fonte- R7.com
Puladas as sete ondinhas e selados os melhores desejos para 2018, cariocas e turistas deixaram para trás 285,65 toneladas de lixo após as comemorações do Ano-Novo na praia de Copacabana, segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro.
Isso significa, em média, o volume de 119 g de lixo por pessoa, levando-se em conta as 2,4 milhões que participaram da celebração na faixa de areia. De acordo com levantamento do R7, entre os maiores Réveillons do mundo, nenhum produziu tanta sujeira por pessoa quanto o do Rio de Janeiro.
Segundo a prefeitura, a quantidade de lixo coletada na cidade inteira após as festas chegou a 653,56 toneladas.
O volume de resíduos produzido por pessoa na praia de Copacabana é 4,5 vezes maior do que o dos festeiros na avenida Paulista, em São Paulo — onde 1,7 milhão de pessoas marcou presença no Réveillon e produziu aproximadamente 21,4 gramas de sujeira. Foram 36,5 toneladas de detritos coletadas no total, segundo a Amlurb (Autoridade Municipal de Limpeza Urbana). Coube a 458 agentes da prefeitura dar conta do trabalho de limpeza.
Para o advogado ambientalista Wladimir Antonio Ribeiro — que participa da elaboração do Plano Nacional de Resíduos Sólidos —, o grande volume de lixo produzido no Rio de Janeiro é um reflexo da época do ano.
—  Essa quantidade de resíduos tem mais a ver com a população sazonal do que com os hábitos dos cariocas. O Rio de Janeiro é um dos principais destinos turísticos no Brasil no fim do ano. Quando você recebe mais turistas, você tem mais pessoas consumindo e gerando lixo. Além disso, há um estímulo ao consumo de produtos que geram resíduos, daí o grande volume de embalagens e garrafas que vemos acumuladas nas praias.
 Já na opinião de Fabrício Soler, advogado especialista em Direito dos Resíduos e presidente do Instituto Brasileiro de Resíduos Sólidos, falta aos cidadãos brasileiros — independentemente do local ou da ocasião — a consciência de sua responsabilidade na geração dos detritos: "Acho que a maior dificuldade das pessoas é entender que existe um serviço de coleta, separação, tratamento, reciclagem e transporte do lixo e que todos pagam por esses trabalhos. Hoje, a maioria das prefeituras embute este valor no IPTU, mas acredito que, se isso fosse cobrado individualmente, o efeito pedagógico [de ensinar as pessoas a descartar o lixo corretamente] seria mais eficaz junto à sociedade", diz. 

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