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Setembro Amarelo discute o tabu do suicídio

terça-feira, 6 de setembro de 2016


Fonte- Portal No Ar

O Brasil é o oitavo país do mundo no número de suicídios. Somente no ano de 2012, foram 11.821 casos. Em nível local, os números não são menos alarmantes. No ano de 2015 a região metropolitana de Natal registou 294 casos. Este ano foram 196 até o dia 31 de julho, segundo a Polícia Militar.

Ainda segundo dados internacionais, o Brasil é o 4º país com maior taxa de aumento de casos da América Latina. Esta silenciosa epidemia fez com que a comunidade médica brasileira voltasse sua atenção para este que já um problema de saúde pública. Para os psiquiatras, o comportamento suicida é sintoma de uma doença mental em 98% dos casos, e essas mortes poderiam ser evitadas caso os sinais fossem detectados há tempo pela família. Importante também saber que  o comportamento suicida tem razões  

multifatoriais,com raízes psicológicas, biológicas, culturais e sócioambientais, não podendo ser ligado a um fato específico e pontual da vida da pessoa, ou como um ato de fraqueza.
Por este motivo a Associação Brasileira de Psiquiatria com o apoio de suas federadas lançou a campanha Setembro Amarelo: mês de prevenção ao suicídio. No nosso estado, a Associação Norteriograndense de Psiquiatria apoia a iniciativa. “Existe um forte tabu, porem, mais do que isso: existe um desconhecimento por parte da população. Muitos acreditam que tocar nesse assunto pode estimular uma pessoa a pensar no assunto e cometer suicídio, quando na verdade uma simples pergunta para quem esta triste ou com outros sinais de 
depressão. Um simples “tudo bem com você”? Pode gerar um desabafo e expor seus medos e planos (inclusive de morte). Quando se fala em suicídio, não estamos falando em fim. Não estamos falando de morte. Estamos falando em prevenção. Estamos falando em vida”, explica o psiquiatra Leonardo Barbosa, presidente da ANP.

Durante todo este mês os médicos da ANP participarão de atividades e estarão à disposição da imprensa para ajudar nesta importante conscientização.”Queremos contar com a ajuda da imprensa e das redes sociais para desmistificar o tema”, enfatizou o dr. Leonardo.

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